sexta-feira, 9 de maio de 2008

Se há ditado que se pode aplicar aos meus miúdos é aquele que diz que quem sai aos seus não degenera!




Acabei de ter um sonho, estava debaixo d'água no farol da barra, acho que foi um aviso pra eu não mais perder tempo pra escrever sobre o meu primeiro mergulho autônomo que foi nesse mesmo lugar, não poderia deixar de dizer também que fui presenteada com uma água cristalina, um tempo maravilhoso e um instrutor mais do que perfeito. Apesar do objetivo do blog ser falar das espécies que encontraremos nesses mergulhos, hoje, vou deixar os peixes em paz, me conter a escrever de uma menina que queria realizar um sonho. Uma menina que enxergava em seu pai as coisas mais maravilhosas que o mundo poderia oferecer, o mergulho já se realizou, e já é atividade constante, qualquer dia desses eu venho contar dos pássaros!


Primeiro Rô me ensinou a montar o equipamento em casa mesmo, no farol montei o meu e o dele novamente, começamos o mergulho as 11:30h, eu estava bem, relaxada, tinha estudado um pouco pra isso, não sei explicar ao certo, mas parece que tudo foi muito mais instintivo do que racional, foi natural, me acostumei rapidinho, confesso que tava um pouco apreensiva com os exercícios que tinha que cumprir pois não queria decepcionar quem acredita tanto em mim, e que sem essa pessoa nada disso seria possível, fazer esses comentários e não agradecer a ele não tem sentido, podem achar bobagem... foi só um mergulhinho de 4,6m, mas quando isso mexe com lembranças fica muito mais intenso e prazeroso e qualquer dia desses eu multiplico esses 4,6m por 10. Foram 1:15h de tempo de fundo.


Merci pour tout, Papa!

"Saudade é um registro fiel do passado. É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma. Ao confessarmos uma saudade, na verdade, estamos nos vangloriando de que, ao menos uma vez na vida, conhecemos pessoas e vivemos situações que foram boas, e serão eternas em nossa alma. Nutri-la, é alimentar o espírito e a própria existência.
Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade, resta-nos apenas cultivá-la e alimentá-la com pensamentos, músicas, perfumes, fotografias, lugares, fins de tarde e madrugadas. Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã."
Foto: Rodrigo Maia-Nogueira (O Rô, meu tubarão!)

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